REPORTAGEM PUBLICADA NA REVISTA MERCADO DE ÁGUAS EDIÇÃO Nº 10 PÁGINAS 12, 13 E 14

Exemplos de

distribuição

correta

 

Mesmo com o problema da

informalidade existem

distribuidoras que investem em

qualidade e bom atendimento

esperando um retorno

financeiro a longo prazo.
      O comércio de água mineral cresceu, no primeiro semestre, cerca de 47 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, movimentando R$ 235 milhões. Em 2001, o consumo brasileiro de água mineral foi de 3,5 milhões de litros, garantindo ao varejo um faturamento de R$ 1,8 bilhão. Hoje, o pequeno varejo (distribuidor, mercearias, padarias, etc), é responsável pela venda de aproximadamente 65 por cento de água mineral. Mesmo com todos esses índices positivos, o setor enfrenta sérios problemas. A falta de fiscalização e informação, a informalidade causada principalmente pelo desemprego e a atual situação do país incentivam pequenos investidores, motivados pelo aumento de consumo de água mineral, a se tornar distribuidores, acreditando ser um negócio extremamente lucrativo, muitas vezes até por questão de sobrevivência e, dessa forma, acabam prejudicando, mesmo sem querer, quem trabalha corretamente. Na maioria das vezes, essas pessoas não têm o menor conhecimento do produto água mineral, não sabendo armazenar, transportar e nem mesmo informar ao consumidor a diferença entre uma marca e outra. Preocupados apenas em obter lucros, ignoram os cuidados que se deve ter tanto na aquisição dos garrafões, que de acordo com a legislação vigente devem ser produzidos com matéria prima virgem, como no seu armazenamento, pois os deixam em locais descobertos, no chão, próximos a produtos químicos, bombas de combustível e botijões de gás, como finalmente no transporte, que em grande parte é feito em veículos inadequados, desrespeitando os procedimentos de higiene necessários para que sejam mantidas todas as características e qualidade da água, até o consumidor, levando-se em conta que o armazenamento e transporte inadequados são os maiores responsáveis pelos casos de contaminação. Mas felizmente, mesmo com todos os problemas citados anteriormente, devemos destacar e incentivar empresas preocupadas não apenas em vender água, mas também em oferecer um serviço personalizado e de qualidade aos seus clientes, como é o caso da distribuidora TUDO AZUL, localizada no bairro das Perdizes, na capital de São Paulo. No mercado desde março de 2001, idealizada pelo cirurgião dentista aposentado Sidnei Brasil Sales, que atento ao aumento do consumo de água mineral e pela estreita relação com a odontologia (saúde, fluoretação das águas e higiene), teve a idéia de abrir uma distribuidora dando prioridade à qualidade e higiene. Sidnei considera difícil manter um comércio de águas lucrativo e ao mesmo tempo correto.   A empresa, que faz as instalações com luvas descartáveis, a higienização dos galões ao sair da loja e na sua instalação com álcool, seleciona e treina cuidadosamente seus funcionários, além de ter um jornal semanal que orienta e informa os clientes, gasta mais que a maioria das distribuidoras. “Esse é um investimento em longo prazo, porém, com um retorno seguro. É um modo de trabalhar que valoriza o comércio que trabalha com águas minerais”, enfatiza Sidnei. A companhia tem cinco funcionários, sendo uma atendente e quatro entregadores, que se alternam nas entregas a pé e com veículos da empresa, e pretende abrir uma filial tão logo tenha capital para investir em outra loja nos mesmos moldes da atual. Sua distribuição mensal é de cerca de 2500 a 3000 galões, destacando uma preferência maior do consumidor para os galões de 20 litros (principalmente empresas). Trabalham com todos os tipos de embalagens, distribuindo as marcas: Lindoya Genuína em garrafões de 5, 10 e 20 litros. Em descartáveis: com a Lindoya Genuína, a Crystal, a São Lourenço e a Perrier. Para aumentar sua divulgação, distribui panfletos de casa em casa, nos prédios e visita empresas. Também tem um site na internet, o www.aguastudoazul.com.br, com informações sobre a empresa e seus produtos, dicas e sugestões, além de esclarecer possíveis dúvidas dos internautas através do sac@aguastudoazul.com.br. Já fizeram promoções com  distribuição de brindes, mas como seus fornecedores têm aumentado o custo dos produtos, e também com a alta dos combustíveis, sua margem de lucro foi reduzida, o que os obrigou a diminuir os brindes e promoções para não serem obrigados a repassar esse aumento a seus clientes. Quando perguntado por nossa redação sobre a venda de garrafões em hipermercados, o proprietário da ÁGUAS TUDO AZUL respondeu: “É um trabalho impessoal e sem a preocupação com as melhores marcas. Não há orientação para o cliente do cuidado que deve haver com a água e com a higiene dos suportes. Há também o problema do manuseio e armazenagem inadequados. O custo acaba sendo um pouco menor, porém, o cliente que usa água mineral, devido à sua qualidade, tem necessidade de conhecer os cuidados importantes que ela exige”, afirmou. Para o próximo verão espera um aumento de cerca de 50 por cento nas vendas, comparado aos outros meses do ano. (...)